sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sequência Didática: Questões para serem feitas antes da leitura do texto.

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

QUESTÕES PARA SEREM FEITAS ANTES DA LEITURA DO TEXTO
Questões
Capacidades tematizadas
Agora vou ler pra vocês um texto que se intitula Meu primeiro beijo. Com esse título, de que vocês acham que tratará o texto? (focalizar no léxico, nos dois itens, buscando o semântico).
Mais uma informação: o texto foi escrito por Antonio Barreto. Vocês sabem que assuntos ele costuma abordar em seus  textos?
Bom, esse texto é um conto. Considerando isso, alguma coisa muda nessa idéia a respeito de sobre o quê o texto tratará?
a)      Onde foi o primeiro beijo?
b)      Com quem você acha que foi?
•Recuperação do contexto de produção do texto.

•Realização de antecipações acerca do conteúdo do texto, do modo de organização do texto, do tratamento a ser dado às informações, por meio da ativação de repertório do aluno sobre os aspectos tematizados.

QUESTÕES PARA SEREM FEITAS DURANTE A LEITURA PROGRESSIVA DO TEXTO
A cada pergunta feita e resposta dada, solicitar dos alunos que justifiquem essa resposta apontando no texto trechos que permitiram a ele responder como fez. É importante focalizar os recursos lingüísticos que permitiram as inferências e antecipações realizadas.
Capacidades de Leitura priorizadas durante a leitura: realização de inferências e antecipações; articulação entre trechos do texto para realização de reconstrução de informação semântica.
Meu primeiro beijo
Antonio Barreto
É dificil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era “o beijo”. Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim…
Pausa 1
a)     Quem será o Cultura Inútil e por que o estranhamento?
b)     E foi assim como?
c)      Que pistas no texto te permitem fazer essa afirmação?
Capacidades Tematizadas: antecipação de informações, realização de inferências locais.
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta  tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
Pausa 2
a) Quem é Culta?
b) O que estaria escrito nesse bilhete?
Capacidades Tematizadas:
Estabelecer comparações com o novo trecho e articulando-os, de modo a reconstruir informações semânticas.
” Você é a glicose do meu metabolismo.
Pausa 3
a) O que ele quis dizer com essa expressão?
Capacidades Tematizadas: realização de inferências ; realização de reconstrução de informação semântica
Te amo muito!
Paracelso”
Pausa 4
a) Quem era Paracelso?
Capacidades Tematizadas: realização de inferências;
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher…E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
Pausa 5
a) Qual foi o assunto desse papo?
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? – Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
Pausa 6
a) O que ele disse ?
Capacidades Tematizadas: Realização de inferências  globais; realização de antecipações
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. – Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
Pausa 7
a)      Que situação está para  acontecer?
b)      Por que você levantou essa hipótese?
Capacidades Tematizadas: Realização de inferências globais; realização de antecipações.
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias…
Pausa 8
a) Será que sairá algum beijo?
Capacidades Tematizadas: Realização de antecipações.
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e,  tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
Pausa 9
a) O que será que vai acontecer agora?
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Pausa 10
a)      E agora como terminará essa história?
b)      Por que você levantou essa hipótese?
Capacidades Tematizadas:
Realização de inferências locais e globais; realização de antecipações.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram…e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
a)      As hipóteses levantadas por você corresponderam ao apresentado no texto?
b)      Que pistas levaram você a estas hipóteses?
Capacidades Tematizadas:
Verificação de inferências e antecipações realizadas, procurando corrigir eventuais equívocos a partir da identificação das pistas que levaram à inadequação da resposta.
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.


QUESTÕES PARA SEREM FEITAS DEPOIS DA LEITURA INTEGRAL DO TEXTO
Questões
Capacidades tematizadas
•Você considera que o título do texto está adequado? Explique.
•O que você achou do recurso utilizado pelo autor para aguçar a expectativa do leitor em relação ao beijo? Explique.


SUGESTÕES PARA DEPOIS DA LEITURA
Intertextualidade
Trabalhar o filme "Meu primeiro Amor" ou o filme "O primeiro beijo", a música "Primeiro beijo" e a escultura "O beijo" de Auguste Rodin 
•Redução de informação semântica, por meio de generalização, identificando o tema/assunto do texto;
•Articulação entre trechos do texto, reconstruindo informação semântica;
•Realização de apreciação estética de recursos utilizados no texto.




quinta-feira, 20 de junho de 2013

SEQUÊNCIA DIDÁTICA TEXTO: AVESTRUZ



Grupo:

Bernadete N. Viana Zigart

Lidinalva Martins Xavier dos Santos

Maria Teresa Rosa Ruiz

Naira Alves dos Santos Basseto

Rita de Cássia da Silva

Sônia Maria Moreira





Público Alvo: 6º ano



Aulas previstas para desenvolvimento do projeto:

08 a 10 aulas



Texto: Avestruz

Autor: Mário Prata



Objetivo: A sequência didática proposta será desenvolver o hábito de leitura, construir sentido, aprofundar os conhecimentos sobre o gênero - crônica, considerar os saberes e expectativas dos estudantes em relação ao tema, construir expectativas de leitura sobre o tema e trabalhar a interdisciplinaridade com ciência, matemática e geografia.



Antes da Leitura:



Levantar os conhecimentos prévios:



- O que é um Avestruz?

- Você conhece um Avestruz?

- O que você sabe sobre ele?

- A que grupo de animais ele pertence?

- Você sabe como ele se reproduz?

- Se você conhece ou já teve contato com um Avestruz saberia dizer se ele é grande ou pequeno?

- Você sabe o que é uma crônica?



Apresentação:

Criar expectativas no aluno em relação ao texto



- Apresentar o autor

- De acordo com o título desse texto o que você espera dessa história?





Durante a Leitura:



Checagem das hipóteses.



Metodologia:



Consulta a dicionário para fazer o esclarecimento de palavras desconhecidas.

Busca de informações complementares em textos de apoio por meio de pesquisas na internet e livros didáticos das disciplinas citadas acima.

Buscar informações adicionais se necessárias através de outros textos.

A Avaliação deverá acontecer durante a leitura para checagem da compreensão do texto, e se houver dificuldade para compreensão do mesmo por parte dos alunos, deveremos mudar as nossas estratégias( buscando novas pistas para nova compreensão).





Depois da Leitura



Construir uma síntese semântica do texto.

Troca de impressões a respeito dos textos lidos.

Utilizar os registros escritos com a finalidade da melhor compreensão do texto.



Metodologia:



Pediremos para que alguns alunos contem a história lida.

Proporcionar visita ao sítio vizinho à cidade de Três Fronteiras para que os jovens possam conhecer como é a criação desse animal e sua história.

Comparar a crônica com imagens e vídeos que auxiliem a compreensão deste conteúdo (diferentes linguagens).

Conversar sobre o que leu e compartilhar com outros leitores as impressões que obteve sobre o texto.





Produto Final: Produzir uma crônica a partir das experiências vividas neste contexto que constará nos portadores de informação da escola.
 

TEXTOS DE APOIO

VÍDEO BAIXADO DO YOU TUBE:
CRIAÇÃO DE AVESTRUZESWMV





MÚSICA DE DI PAULO E PAULINO PARA CANTAR, FAZER ANÁLISE E COMPARAÇÃO COM O VÍDEO.

Avestruz letra


Tava cansado de viver lá na roça
De andar só de carroça, resolvi então mudar
Vendi meu sítio, vendi vaca e galinha
E peguei tudo que eu tinha na cidade fui morar
O meu dinheiro tava num banco guardado
Veio um cara engomado disse vou te dar uma luz
Mais que depressa peguei o meu capital
Fiz um negocio legal comprei tudo em avestruz
O paladar desse bicho é aguçado
Ta no seu papo guardado o dinheiro que eu pus

Avestruz hoje eu to enrolado
Avestruz que bichinho esfomeado
Avestruz come terra e come gado
Avestruz realmente to quebrado

Pra me ajudar a tocar este negocio
Arrumei foi muito sócio veja só no que foi dar
Cabeleireira empenhou sua tesoura
Diarista a vassoura hoje vive a reclamar
Tinha um amigo que dizia ser esperto
Teve prejuízo certo hoje ta desesperado
Foi a motoca, foi a égua e a poupança
Realmente foi lambança, só deu cheque carimbado
Até o vovô que guardava um dinheirinho
Comprou quatro filhotinhos lá se foi seu ordenado

Avestruz hoje eu to enrolado
Avestruz que bichinho esfomeado
Avestruz come terra e come gado
Avestruz realmente to quebrado

Neste negócio de comprar este bichinho
Fiquei falando sozinho e agora o que fazer
Comeu o carro, foi também a camioneta
Só não foi a bicicleta pois não consegui vender
Era feliz e vivia controlado
Com a família do lado não devia pra ninguém
Na quebradeira que esse bicho me deixou
Minha mulher me abandonou e meus amigos tamém
To apertado igual um pinto no ovo
Este bicho é um estorvo, nem me fale nesse trem

Avestruz hoje eu to enrolado
Avestruz que bichinho esfomeado
Avestruz come terra e come gado
Avestruz realmente to quebrado

Avestruz, comeu até minha aposentadoria!!!



segunda-feira, 17 de junho de 2013

CURSO: MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO – TURMA I
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM DE LEITURA E ESCRITA

Grupo:
Adriana Nunes Siqueira (E.E. Prof. Maria Pilar Ortega Garcia), Aida Fouad Rahal, Clarice Tonioli Nishi, Maria Aparecida Gomes, Marta Scarn Cochrro Vilan, Solange Segura Pinotti Brasilio (E.E. Prof. Akio Satoru)

Público-alvo: 9º Ano / 8ª Série

Aulas previstas: 6 aulas

TextoPAUSA

Autor: Moacyr Scliar

I)             Antes da leitura
Objetivos:
  • Ativação de conhecimento prévio de mundo, levantamento de hipóteses.

Metodologia:
a) Vocês conhecem o autor do texto?
b) Já ouviram falar desse autor?
c) Conhece algum outro texto desse autor?
d) A partir do título, qual será o assunto tratado?
e) Vocês já ouviram falar do gênero conto?

II) Durante a leitura
Objetivos:
  • Checagem de hipóteses, localização e comparação de inferências locais e globais, recuperação do contexto de produção.

Metodologia:
a) O que o autor pretende ao escrever o texto?
b) Para que público o texto é destinado?
c) Há palavras que vocês não conhecem e que dificultou o seu entendimento?
d) Será que Samuel continuará sozinho no quarto do hotel?
e) Quem na verdade é Isidoro?
f) Qual é o tipo de narrador que aparece na história?
g) Onde aconteceram os fatos? Como vocês descobriram?

III) Depois da leitura
Objetivos:
  • Percepção das relações de intertextualidade, elaboração de apreciações estéticas e valores éticos.

Metodologia:
a) Vocês gostaram do texto?
b) Acharam fácil? Por que?
c) Depois de ler o texto suas hipóteses foram confirmadas?
d) O que vocês acharam da atitude de Samuel? O que o levou a fazer isso?
e) O que leva as pessoas a mudarem de nome?
f) Em que momento as pessoas precisam de uma pausa?

INTERTEXTUALIDADE
 COM A IMAGEM  "NO METRÔ", PARA MOSTRAR A CORRERIA DE UMA METRÓPOLE.






MÚSICA:
EU SOU BOY (Kid Vinil) apresentação da letra e música


Acordo sete horas
Tomo ônibus lotado
Entro oito e meia
Eu chego sempre atrasado
Sou boy, eu sou boy
Sou boy, boy, sou boy...

Atento oito e meia
Eu tenho que bater cartão
Mal piso na firma
Tem serviço de montão
Eu sou boy, eu sou boy
Eu sou boy, boy
Eu sou boy...

Ando pela rua
Pago conta, pego fila
Vou tirar xerox
E batalho alguma fila
Sou boy, eu sou boy
Eu sou boy, boy
Eu sou boy...

Na hora do almoço
A minha fome é de leão
Abro a marmita
E o que vem, feijão!...

Chega o fim do mês
Com toda aquela euforia
Todos ganham bem
Eu aquela mixaria
Sou boy, eu sou boy
Eu sou boy, eu sou boy...

E logo chega a tarde
Estou com pressa
De ir embora
Meus pés estão doendo
E meus calos tão prá fora
Eu sou boy, eu sou boy
Eu sou boy, boy
Eu sou boy...

Bate cinco e meia
Acerto em filas infinitas
Ônibus lotado
E cai da mala
A minha marmita
Eu sou boy, eu sou boy
Eu sou boy, boy
Eu sou boy...

Na hora do almoço
A minha fome é de leão
Abro a marmita
E o que vem, feijão!...

Chega o fim do mês
Com toda aquela euforia
Todos ganham bem
Eu aquela mixaria...

Sou boy, eu sou boy
Eu sou boy, eu sou boy
Eu sou boy, eu sou boy
Eu sou boy
Eu sou boy, eu sou boy
Eu sou boy, eu sou boy...


AVALIAÇÃO
Produção de um artigo de opinião com questão polêmica: O que é melhor : morar num grande centro urbano ou numa cidade pequena do interior?

IV) Referências
ROJO, Roxane. Procedimentos, estratégias e capacidades de leitura/teorias de leitura e letramento.
Referencial de Expectativas para o desenvolvimento da Competência Leitora e Escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental- SME / SP 2006.
CURSO: MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO – TURMA I

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM DE LEITURA E ESCRITA



EE José dos Santos e Adelino Bertani.

Grupo: (nome e escola) Ivete, Liliani, Jaqueline, Amarilis, Kelen, Dalila,Eliana e Kelly.

Público-alvo: 9°ano

Aulas previstas: 8 aulas

Texto: Meu primeiro beijo, de Antônio Barreto

Filme: Eu nunca fui beijada

Obra de arte: O beijo, de Auguste Rodin

Música: Beijinho doce



Objetivos:

•         Colocar os alunos em contextos reais de aprendizagem, em situações que façam sentido aos estudantes;

•         Mobilizar os alunos para o que sabem para aprender com os textos;

•         Trabalhar as características do texto;

•         Elaborar diferentes estratégias de leitura.

•         Favorecer a criticidade através do diálogo entre leitor e texto.

•         Possibilitar aos alunos a leitura de texto literário como momento prazeroso de entretenimento que pode envolver a interação com outras linguagens.



I)Antes da leitura (ler nas linhas)

Habilidades: Antecipação do tema e da idéia principal através da obra de arte: Os amantes, ativação do conhecimento prévio, expectativas em função do autor com a obra literária (capacidades de leitura e escrita a serem trabalhadas).

Metodologia: Roda de conversa e levantamento de questões como: Quem já deu o primeiro beijo? Quais foram às sensações? O primeiro beijo foi inesquecível para você?

Apresentação da Obra de Arte (O beijo),de Auguste Rodin, com levantamento de questões como: Você já conhecia a obra? Quais foram suas primeiras impressões? Em que época você acha que foi feito a obra?

 
 E depois o conto: Meu primeiro beijo, de Antônio Barreto:

Texto: Meu Primeiro Beijo – Antonio Barreto


É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
" Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher. E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!

BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.




II) Durante a leitura (ler nas entrelinhas)

Habilidades: (capacidades de leitura e escrita a serem trabalhadas) Leitura compartilhada, confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura, esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferências ou consultas a dicionário, identificação das pistas linguísticas responsáveis por introduzir a posição do autor, identificação de palavras chaves para a determinação dos conceitos veiculados.

Metodologia: Será lido o texto sem paradas destacando somente as palavras desconhecidas, na releitura do texto serão destacadas o sentido das palavras desconhecidas através de inferências ou uso do dicionário.



III) Depois da leitura (ler por trás das linhas)

Habilidades: (capacidades de leitura e escrita a serem trabalhadas) construção da síntese semântica do texto, utilização da finalidade da leitura, do registro escrito para a melhor compreensão, avaliação crítica do texto.

Metodologia: Roda de discussão do texto para construção da síntese semântica do texto, apresentar a música, ressaltando os diferentes contextos em que acontece o beijo.

Que beijinho doce
Que ela tem
Depois que beijei ela
Nunca mais amei ninguém
(Refrão)
Que beijinho doce
Foi ela quem trouxe
De longe pra mim
Se me abraça apertado
Suspira dobrado
Que amor sem fim
Coração que manda
Quando a gente ama
Se estou junto dela
Sem dar um beijinho
Coração reclama
(Refrão)

 E finalizar com o filme: Eu nunca fui beijada, comédia romântica:

 Produto Final: Entrevistas com os professores com o relato do seu primeiro beijo, e socialização.

IV) Referências:

ROJO, Roxane. Procedimentos, estratégias e capacidades de leitura/teorias de leitura e letramento.

Referencial de Expectativas para o desenvolvimento da Competência Leitora e Escritora no Ciclo II do Ensino Fundamental- SME / SP 2006.

sexta-feira, 7 de junho de 2013


Este Blog faz parte do programa de formação à distância de educadores do Estado de São Paulo (Melhor gestão, Melhor Ensino – Formação Continuada de Professores de Língua Portuguesa dos anos finais do Ensino Fundamental - 2013), e os professores responsáveis por ele pertencem a Diretoria de Ensino de Jales. Esse curso sobre Práticas de Leitura e Escrita no contexto digital ou fora dele, tem como objetivo: exercitar as diferentes capacidades e competências leitoras e de produção de textos em diferentes linguagens (perpassando gêneros, desenvolvendo capacidades de leitura, estratégias, teorias, decodificação e compreensão, como forma de melhorar o ensino, fazendo com que o educador utilize vários recursos e amplie metodologias inovadoras como a mídia, potencializando o processo de leitura e principalmente repensando na Educação como formação do conhecimento, despertando o interesse, e possibilitando uma efetiva aprendizagem.
Neste Blog, vocês irão encontrar depoimentos de experiências sobre Leitura e Escrita, relatados por seus colaboradores, sendo experiências próprias ou de alguém próximo. Assim como dicas e falas de pessoas que realmente entendem do assunto.


Sintam-se convidados e fiquem a vontade ao visitá-lo e fazer seus comentários.





05 de Junho - Dia do Meio Ambiente - Uma Leitura para Reflexão!

Convido a todos para que tenham consciência de seus atos e não compactuem com as maldades visualizadas neste vídeo. Vamos nos unir em prol de ações validas, para que o nosso mundo possa se recuperar desta doença na qual se encontra.

quinta-feira, 6 de junho de 2013



Quando criança gostava de ler, como meus pais não podiam comprar livros, pois não era filha única, ia praticamente todos os dias na Biblioteca Municipal retirar livros. Lembro-me que gostava muito das histórias do Peter Pan, Alice no país das maravilhas, Monteiro Lobato, entre outras. A moça que cuidava da biblioteca, um dia colocou um pacote de livros e falou para eu levar quantos quisesse porque não aguentava mais me ver todos os dias lá. Fiquei muito feliz em poder ir com todos aqueles livros para casa.


Na adolescência gostava de ler gibis e ria muito com as histórias do Chico Bento, Mônica, Tio Patinhas e outros.


Teve um livro que odiei e depois fiquei muito tempo sem ler, o título do livro era "A luneta mágica", ainda hoje me lembro de alguma coisa dessa história. Entretanto quando li "Olhai os lírios do campo", fiquei apaixonada e voltei a ler muito novamente.


Há alguns anos atrás a Record passou a novela "Essas mulheres" de José de Alencar. Li as três histórias em seguida: Senhora, Diva e Lucíola, foi muito interessante observar que as personagens dessas histórias se conheciam e eram citadas pelas outras personagens. Lucíola me emocionou muito e terminei o último capítulo chorando.


Acredito que esta paixão que eu tenho pela leitura deve ter nascido comigo. Não tenho recordações de professoras contando histórias para mim e nem de meus pais, pra começar minha mãe não sabia ler e nem escrever. Meu primeiro livro lido na íntegra que tenho lembrança foi "A Ilha Perdida", um livro que meu irmão pegou na escola, não leu e nunca devolveu. Achei-o um dia jogado pela casa. Li-o. E depois nunca mais parei. Ler é mágico. Você viaja, aprende, chora, ri, decepciona-se, não se aguenta de contentamento...enfim, não dá para explicar e sim sentir.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sempre gostei muito de ler, sempre fui amante deste mundo cheio de novidades, deste mundo que nos permite uma viagem intensa ao mundo da imaginação. Desde o pré, guardo fortes lembranças de professores que, sem dúvida, me despertaram para o hábito da leitura, se valendo de suas práticas dóceis como contadores de histórias. A professora Neusa, da segunda série, com quem mantenho contato até hoje e que sempre que nos encontramos eu brinco: "obrigada por ter me dado uma passagem de primeira classe para o mundo da leitura tá!". E ela se emociona, pois com seu jeito meigo de falar, muito me encantou nos momentos de hora da leitura. Hoje, como professora de Hora da Leitura na E.E José dos Santos, em Aspásia, procuro levar a leitura até os meus alunos de forma dinâmica, lúdica, provocando neles uma sensação de que ela não deve ser "chata" e sim carregada de aventuras, novidades, descobertas. Continuo minha prática pedagógica nesta área em casa, pois tenho uma filha de 5 anos que já é apaixonada pelos livros. Ela tem uma coleção e, todos os dias, faço a leitura de dois ou três para ela, dependendo do tamanho. Se não o faço, ela mesmo me cobra: "Mamãe, tá na hora de ler meu livro". Isso é muito bom, ver crianças que, em meio a tablets, laptops, celulares, enfim, ainda são deslumbradas com as histórias que os livros nos trazem. Ainda com relação à leitura e também a escrita, o trabalho com o SuperAção tem refletido e despertado muitos alunos para tais práticas. Tenho duas turmas: 7ª série e 6º ano, ambas da mesma escola. É nítido, durante os trabalhos com o Game até o momento,as mudanças provocadas pela leitura. Através da "LEITURA GOSTO", que leva à "LEITURA COMPREENSÃO", muitos alunos que no início chegaram a me dizer que não gostavam de ler nada, hoje já se destacam nas rodas de Leitura, instigando os colegas a lerem os seus livros. É um trabalho de "formiguinha". Espero continuar sempre plantando uma "sementinha" do gosto pela Leitura e poder "marcar" a vida de algum aluno com experiências maravilhosas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

"A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo." Joseph Addison










Depoimento de Leitura!

   

Queridos Leitores!


Para iniciar nossa conversa, quero ressaltar que concordo com a Professora de Filosofia da USP, Marilena Chauí, quando diz “... Ler, acredito, é uma das experiências mais radiosas de nossa vida, pois, como leitores, descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala graças ao pensamento e à fala de um outro. Ler é suspender a passagem do tempo: para o leitor, os escritores passados se tornam presentes, os escritores presentes dialogam com o passado e anunciam o futuro.”, com o Psicanalista, Contardo Calligaris em sua fala “... A função essencial da literatura, a seu ver, é a de libertar o ser humano:...A literatura é o catálogo das vidas possíveis e impossíveis... A literatura é um meio de aprender a sonhar a própria liberdade...” e, também com o Psicanalista, educador, escritor e teólogo, Rubem Alves que afirma em seu depoimento “A experiência literária é um ritual antropofágico. Antropofagia não é gastronomia. É magia.”.


Se eu transpuser tais depoimentos em minha vida, lembrar-me-ei desses autores com facilidade, pois me encontrei com as palavras de Rubens Alves antes de entrar na escola, quando saia pelas ruas tentando devorar cada palavra que via escrita nos muros da cidade onde morava, São Miguel Paulista, SP, e logo após tentava decifrar cada letra, o que ela estava dizendo, e ficava brava quando não entendia..., enfim realmente enfrentava um momento antropofágico em minha vida sem ao menos saber o que era isso. E Hoje? Atualmente, ainda vivo estes momentos e com mais frequência, somente com uma diferença, sei o que é antropofagia e adoro fazer parte deste circulo vicioso para qual a leitura nos impulsiona.


O que falar de belos momentos de alegria com Marilena Chauí? Minha eterna e maravilhosa filosofa, de palavras doces e muito bem colocadas, nunca a conheci pessoalmente, mas sim em um momento de pura antropofagia, pois precisava das palavras abençoadas dela para prestar um concurso,sim, porque no início era só um concurso, mas com tempo esta leitura virou paixão mesmo. Acredito realmente que “Ler é suspender a passagem do tempo: para o leitor, os escritores passados se tornam presentes, os escritores presentes dialogam com o passado e anunciam o futuro.”. Nossa! e não é que é verdade, um dia sonhei, o tempo passou e hoje sou “EDUCADORA”.


Finalmente cresci me realizei como professora sou dona dos meus atos e... espera aí, faltava ainda me deparar com alguém nesta jornada, oPsicanalista, Contardo Calligaris em sua fala “... A função essencial da literatura, a seu ver, é a de libertar o ser humano:...”. Amém! Não sei se sou liberta, o que acho muito difícil, mas sei que estou liberta, para um novo mundo, para novas experiências, enfim para ter novos encontros com novos personagens que continuarão a nortear a minha vida e, contrário ao pensamento de Espinosa, estes romances secretos, encherão a minha existência de aprendizagens significativas.






Professora Naira Alves dos Santos Basseto


Formada em Pedagogia e Letras


Pós Graduada em Psicopedagogia